São Paulo é o motor econômico do Brasil. O estado gera cerca de 30% de toda a riqueza (PIB) do país e é o que mais envia dinheiro para a União em impostos. O problema é o que volta: pelos critérios atuais de partilha, São Paulo recebe de volta apenas algo entre 8% e 10% do que arrecada. É uma conta que não fecha — e quem paga por isso é a população paulista, no hospital, na escola e na segurança.
O que é o Pacto Federativo?
Pacto Federativo é a forma como o Brasil divide os impostos entre a União (governo federal), os estados e os municípios. Hoje, a maior parte da arrecadação fica concentrada na União, que depois redistribui uma fração para estados e cidades. Esse modelo foi pensado para reduzir desigualdades regionais — mas, na prática, penaliza justamente quem mais produz.
A proposta de Cláudio Gaspar
Cláudio Gaspar (45.032) já apresentou no Senado Federal, pelo portal e-Cidadania, uma ideia legislativa por um Novo Pacto Federativo. A defesa é simples: o estado deve reter uma fatia maior do que arrecada, para investir de volta em quem vive e trabalha aqui. Menos dinheiro parado em Brasília, mais recurso perto do cidadão.
A proposta se desdobra em dois caminhos complementares:
- São Paulo retém mais do que arrecada — para financiar saúde, segurança e educação sem depender de repasses federais.
- Nova divisão 50% Municípios, 25% Estados, 25% União — colocando a maior parte do dinheiro onde o cidadão vive, trabalha e usa os serviços públicos.
Por que isso importa para você
Quando o dinheiro do imposto fica mais perto de casa, a fila do SUS anda mais rápido, a escola do bairro recebe mais investimento e a prefeitura tem caixa para asfaltar a rua e cuidar da segurança. É disso que trata o Pacto Federativo: fazer o dinheiro do paulista voltar para São Paulo.
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